quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Enem 2014 por Escola: Metade dos colégios top 10 tem baixo índice de permanência

Dentre os dez colégios com a melhores médias objetivas no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2014 por Escola, cinco têm baixo índice de permanência. O indicador mostra se o estudante cursou total ou parcialmente o ensino médio no estabelecimento de ensino.
Veja como fica o top 10 sem esse indicador de permanência no final desta matéria eclique neste link para conhecer a lista das melhores escolas, feita com instituições que têm taxa de permanência de 60% ou mais.
"Essa informação é importante para que a sociedade conheça quais são as escolas que realmente ajudam seus alunos a melhorarem, que oferecem educação de qualidade durante todo o ensino médio, e quais são aquelas que, simplesmente, selecionam alguns para cursarem apenas o 3º ano", destacou o presidente do Inep, Chico Soares.
No top 10, o colégio de aplicação Farias Brito, em Fortaleza, o colégio integral Olimpo, em Goiânia, o colégio pré-universitário Christus e o colégio Ari de Sá Cavalcante, também em Fortaleza, e o colégio e curso Ponto de Ensino, no Rio, têm menos de 20% de índice de permanência. 
O indicador de permanência na escola é uma das novidades do Enem 2014 por Escola. As taxas de rendimento (aprovação, reprovação e abandono), levantadas pelo Censo Escolar da Educação Básica e já disponibilizadas no portal do Inep, foram incluídas no sistema de divulgação. Há, ainda, os dois indicadores lançados na edição anterior: o nível socioeconômico (Inse) e a formação docente.
Confira as dez melhores instituições do Enem 2014 por Escola:
1º - OBJETIVO COLÉGIO INTEGRADO (São Paulo/SP)
Média: 742,96
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 43/ Alunos participantes: 42
Índice de permanência: De 60% a 80%
2º - FARIAS BRITO COLÉGIO DE APLICAÇÃO (Fortaleza/CE)
Média: 737,88
Rede: Privada
NSE*: Sem informação
Total de alunos: 45/ Alunos participantes: 44
Índice de permanência: Menos de 20%
3º - COLÉGIO OLIMPO INTEGRAL (Goiânia/GO)
Média: 735,02
Rede: Privada
NSE*: Sem informação
Total de alunos: 40/ Alunos participantes: 36
Índice de permanência: Menos de 20%
4º - CHRISTUS COLÉGIO PRÉ-UNIVERSITÁRIO (Fortaleza/CE)
Média: 731,38
Rede: Privada
NSE*: Sem informação
Total de alunos: 59/ Alunos participantes: 58
Índice de permanência: Menos de 20%
5º - COLÉGIO BERNOULLI - UNIDADE LOURDES (Belo Horizonte/MG)
Média: 730,32
Rede: Privada
NSE*: Sem informação
Total de alunos: 294/ Alunos participantes: 293
Índice de permanência: De 40% a 60%
6º - ARI DE SÁ CAVALCANTE COLÉGIO - MAJOR FACUNDO (Fortaleza/CE)
Média: 725,08
Rede: Privada
NSE*: Alto
Total de alunos: 24/ Alunos participantes: 24
Índice de permanência: Menos de 20%
7º - COLÉGIO E CURSO PONTO DE ENSINO (Rio de Janeiro/RJ)
Média: 720,73
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 23/ Alunos participantes: 19
Índice de permanência: Menos de 20%
8º - COLÉGIO ELITE VALE DO AÇO (Ipatinga/MG)
Média: 719,81
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 46/ Alunos participantes: 46
Índice de permanência: De 40% a 60%
9º - COLEGUIUM (Belo Horizonte/MG)
Média: 719,71
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 18/ Alunos participantes: 18
Índice de permanência: De 60% a 80%
10º - OBJETIVO INTEGRADO DE MOGI DAS CRUZES COLÉGIO (Mogi das Cruzes/SP)
Média: 718,66
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 43/ Alunos participantes: 43
Índice de permanência: 80% ou mais
*A sigla NSE representa o nível socioeconômico dos estudantes. O cálculo desse indicador foi feito a partir das informações fornecidas pelos próprios alunos.
Por Lucas Rodrigues
Do UOL, em São Paulo, 05/08/2015.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Aumento médio de tarifa de energia em 2015 ficará abaixo de 40%, diz ministro

BRASÍLIA (Reuters) - O aumento médio nas tarifas de eletricidade no país em 2015 ficará abaixo de 40% "com certeza", disse nesta quarta-feira (14) o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga.
Respondendo a perguntas de jornalistas sobre texto publicado nesta quarta-feira pelo jornal "Valor Econômico", que afirma que as tarifas de energia poderão subir em média até 40% este ano, o ministro, porém, evitou dar mais detalhes. O jornal "O Estado de S. Paulo" publicou que o reajuste médio será de 30%.
"Não creio em (aumento de) tarifa de 40%", disse o ministro a jornalistas. Ao ser questionado se o reajuste será abaixo de 40%, Braga respondeu "com certeza".
O ministro não informou quais os patamares médios tanto dos reajustes ordinários das tarifas quanto das revisões extraordinárias que serão pedidas pelas distribuidoras para fazer frente à elevação dos custos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e do preço da energia da usina hidrelétrica de Itaipu, que subiu cerca de 46%.
Segundo ele, as estimativas de aumentos publicadas pela imprensa nesta quarta-feira não levam em conta efeitos positivos da melhoria da situação financeira das distribuidoras a ser obtida na revisão extraordinária de tarifas.
"Este impacto poderá sofrer uma mudança significativa e uma renegociação por parte das distribuidoras, em função da melhora dos recebíveis, da melhoria da geração de caixa do setor elétrico e que, portanto, poderá implicar em uma melhoria do desempenho financeiro dos contratos que eles fizeram no ano passado", disse o ministro.
Na terça-feira, uma fonte do governo federal disse à Reuters que o governo quer negociar com o setor bancário um alongamento de dois para três a quatro anos do prazo de pagamento dos empréstimos concedidos no ano passado para as distribuidoras, que somam R$ 17,8 bilhões.
Se o alongamento for aceito pelos bancos, o peso do pagamento dos empréstimos nas tarifas será diluído e isso pode ajudar a reduzir o aumento total das contas de luz em 2015.

Petrobras

Braga falou com jornalistas ao deixar o Ministério de Minas e Energia, após reunião com a diretoria da Petrobras.
Segundo ele, no encontro foram discutidos cenários gerais da estatal, como o plano de negócios e de investimentos. Questionado se a queda do preço do petróleo poderia levar a revisão dos investimentos da Petrobras, Braga respondeu: "Ainda não estamos com esse cenário decidido. Estamos analisando."
O ministro disse ainda que na reunião foi discutida também a situação dos contratos, ainda em vigor, da Petrobras com empresas envolvidas no esquema de irregularidades investigado no âmbito da operação Lava Jato, da Polícia Federal.
"Esses contratos estão de pé, ainda. E ainda dependendo da orientação que não é do Ministério de Minas e Energia. Dependemos da AGU (Advocacia-Geral da União), CGU (Controladoria-Geral da União) e Ministério Público Federal, para que possamos ter um diagnóstico mais preciso e a partir daí tomar algumas providências", disse.
(Por Leonardo Goy)

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Economia da China deve crescer 7,6% neste ano, diz governo

A economia da China deve avançar 7,6% neste ano, praticamente em linha com o crescimento de 7,7% registrado em 2012. A projeção consta em relatório do Conselho de Estado chinês publicado nesta quarta-feira (25) pela agência oficial de notícias do país Xinhua.
Segundo a publicação, o relatório representa uma avaliação do 12º plano quinquenal chinês, referente ao período de 2011 a 2015.
"Não podemos negar uma pressão de queda no crescimento econômico", disse o ministro Xu Shaoshi, que comanda a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reformas, durante a reunião semestral da Comissão permanente do Congresso Nacional do Povo.
Citando incertezas em relação à recuperação econômica global, Xu frisou que o mercado internacional não conseguiu manter a demanda aquecida.
O ministro também avaliou a economia chinesa, dizendo que maiores custos trabalhistas e ambientais criam desafios para o padrão tradicional de crescimento do país.
Além disso, mencionou o aumento dos riscos na dívida pública e o excesso de capacidade instalada, bem como o grande investimento em projetos de infra-estrutura de baixa lucratividade.
O Conselho de Estado avaliou que a solução para esse cenário é uma reforma abrangente em vários setores, para aproveitar o papel decisivo do mercado na alocação de recursos e para melhorar o desempenho do governo, afirma a agência.
E, para evitar grandes flutuações econômicas, o governo chinês disse que vai aumentar ainda mais a flexibilidade das taxas de juro e coordenar as políticas fiscal, industrial, monetária, ambiental e de uso da terra, segundo o relatório.
O documento afirma ainda que o governo da China vai lidar cuidadosamente com a dívida pública, assegurando as necessidades razoáveis de liquidez, além de cortar o excesso de capacidade em alguns segmentos, como o de aço, cimento, alumínio eletrolítico, vidro e construção naval.

Fonte: Folha de São Paulo

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Políticos condenados pela Ficha Limpa terão redução de pena

Por Fernando Rodrigues

Grupo de deputados federais apresentará projeto daqui a 2 semanas
Texto reduz o tempo em que políticos condenados ficam inelegíveis
Entre os beneficiados estão os condenados no caso do mensalão

O grupo de deputados federais que prepara mudanças na Lei da Ficha Limpa já decidiu: vai reduzir o tempo em que políticos condenados ficam proibidos de disputar eleições.
Hoje, ao ser condenado na Justiça por um órgão colegiado (composto por mais de um juiz), o político já fica inelegível. O processo, entretanto, continua a tramitar na Justiça. Quando o caso transita em julgado (é concluído e não há mais possibilidade de recursos), passa a ser contado mais um prazo de 8 anos de inelegibilidade, além da pena aplicada.
Pelo projeto do grupo de reforma da lei eleitoral, o prazo de 8 anos depois do trânsito em julgado seria reduzido. Como? Seriam abatidos desses 8 anos todo o tempo que o político já havia ficado inelegível desde a sua condenação por um colegiado até o final do processo.
Quem seria beneficiado? Todos os políticos já condenados, inclusive os do mensalão, para os quais o prazo já estaria contando.
O coordenador do grupo é o petista Cândido Vaccarezza (SP). Todos os outros deputados presentes na reunião de ontem (4.jun.2013), entre eles Marcelo Castro (PMDB-PI), Rosane Ferreira (PV-PR), Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Daniel Almeida (PCdoB-BA), concordaram com a mudança que reduz o tempo de inelegibilidade. Eles devem apresentar o projeto de lei daqui a duas semanas, no dia 18 de junho.
Esse prazo para apresentação do texto ficou decidida numa reunião entre os líderes partidários na Câmara. Esteve presente o presidente da Casa, Henrique Alves (PMDB-RN), um incentivador das mudanças na Lei da Ficha Limpa. Nesse encontro de líderes, Alves disse que os congressistas precisavam “ter coragem” de votar as mudanças, pois eles é que “entendiam de eleição”.
O juiz Márlon Reis, um dos idealizadores da Lei da Ficha Limpa, afirmou ao Blog que os deputados querem “dilapidá-la”. “Ela (a lei) foi feita para afetar os políticos condenados, e está afetando. Por isso eles estão reagindo”, disse.
Mas as mudanças não param por aí. Amanhã (6.jun.2013) o grupo de reforma da lei eleitoral também decide se acata sugestão do deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) que descriminaliza a boca de urna.

domingo, 2 de junho de 2013

Dilma age para adiar desapropriações de terras

A presidente Dilma Rousseff orientou seus auxiliares a agirem rápido e iniciarem uma operação de "pacificação" nas regiões de conflitos entre indígenas e produtores rurais em Mato Grosso do Sul. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, vão articular acordos, a partir de amanhã, para suspender, temporariamente, ações de reintegração de posse em áreas conflagradas.
Escalados pela presidente, Cardozo e Adams vão procurar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Ministério Público para e analisar em conjunto os inúmeros litígios de terras indígenas que existem no País, assim como pedir que as ações de reintegração de posse sejam feitas com um pouco mais de tempo, a fim de que possam ser devidamente planejadas.
O governo está convencido de que a rapidez na ação de desocupação nas fazendas Cambará e Buriti, em Sidrolândia (MS), foi fatal e temem que o fato possa se repetir. Um índio terena, Oziel Gabriel, de 35 anos, morreu na ação na quinta-feira. Dilma disse aos ministros estar "chocada" com a morte.
A Polícia Federal e a Polícia Militar instauraram inquéritos para encontrar o responsável pelo disparo que provocou a morte do terena. Na sexta, a presidente convocou uma reunião de emergência no Palácio do Alvorada para discutir a questão.
A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, vai se reunir com o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Raimundo Damasceno, para pedir ajuda da Igreja para tentar acalmar os ânimos dos índios.
Gleisi vai pedir ajuda na interlocução com a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e do CIMI (Conselho Indigenista Missionário) - ambos com atuação forte junto aos indígenas. A avaliação do Planalto é que se os indígenas forem incitados a reagir e ocupar terras o conflito se agravará e há riscos de que novas mortes ocorram.
A ministra pedirá auxílio à CNBB para iniciar um diálogo com pequenos agricultores em busca da redução de conflitos. O ministro-chefe da Secretaria Geral, Gilberto Carvalho, responsável no governo federal pela interlocução com os movimentos sociais, também foi incumbido pela presidente de ajudar neste processo.
As ações dos ministros foram definidas a partir da reunião de emergência com Dilma, quando foi feito um balanço da situação de conflitos indígenas não só em Mato Grosso do Sul, mas por todo o País.
Apuração. Dilma foi incisiva no pedido de apuração dos fatos, para saber quem matou o índio, mas advertiu que é preciso trabalhar pelo entendimento para evitar que se chegue a este nível de tensão, que pode se intensificar na região.
Ficou acertado ainda que, até o final de junho, o governo vai concluir o estudo com as novas regras de demarcação de terras indígenas.
Pelas novas regras, o governo vai ouvir não só laudos da Funai e dos antropólogos, mas as áreas de produção, a Embrapa e órgãos que atuam na utilização da terra. A ministra Gleisi defendeu em audiência no Congresso, dia 8 de maio, que os ministérios da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e das Cidades também participem das definições no processo de demarcação. O Executivo trabalha para esvaziar o poder da Funai. Avalia que uma decisão coletiva, envolvendo representantes dos dois lados, pode dirimir os conflitos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.