domingo, 10 de julho de 2016

Com chuva, Hamilton vence o GP da Inglaterra e encosta no líder Rosberg

Nem mesmo a chuva que caiu minutos antes da largada do GP da Inglaterra foi o suficiente para atrapalhar Lewis Hamilton no GP da Inglaterra. Depois de dominar todas as sessões de treinos livres e fazer a pole, o inglês venceu pela quarta vez em casa e diminuiu bastante a desvantagem em relação ao companheiro e líder do campeonato, Nico Rosberg. 
O alemão foi o segundo colocado após uma ótima briga com Max Verstappen ao longo da corrida, mas viu sua vantagem na ponta cair de 11 para apenas quatro pontos com 11 etapas pela frente. Já o holandês conquistou seu terceiro pódio na carreira, com o terceiro posto.
O resultado, contudo, pode mudar: com problemas no câmbio e sem poder usar a sétima marcha, Rosberg passou a receber instruções via rádio, o que seria ilegal caso a Mercedes não consiga provar que o carro quebraria caso o alemão não fizesse as alterações sobre as quais estava sendo orientado. Por conta disso, a corrida terminou com o alemão sob investigação e podendo ser punido.
Entre os brasileiros, Felipe Massa teve de fazer uma parada a mais que os demais e foi apenas o 11º, depois de andar pela maior parte da prova entre os 10 primeiros, e Felipe Nasr teve boas brigas, especialmente com Valtteri Bottas, e foi o 15º, à frente dos rivais da Sauber.
Uma forte pancada de chuva pegou equipes e pilotos de surpresa poucos minutos antes da largada e fez com que a corrida começasse atrás do Safety Car, mesmo que o sol tivesse voltado a aparecer pouco antes do início da prova.
A corrida começou de verdade na volta 6, e vários pilotos aproveitaram para colocar os pneus intermediários, liderados por Kimi Raikkonen, enquanto os ponteiros se mantinham na pista com os pneus de chuva, com Hamilton em primeiro, Rosberg sendo muito pressionado por Verstappen em segundo e Ricciardo em quarto. O australiano apostou em parar na volta seguinte, seguido por mais uma série de pilotos.
As Mercedes, Verstappen, Perez e as Sauber foram os últimos carros a colocarem os intermediários, aproveitando o Safety Car Virtual causado pelo abandono de Pascal Werhlein, para fazer a parada e voltar na frente no caso dos três primeiros. A tática também ajudou a dupla da Sauber a ganhar terreno: Felipe Nasr foi parar em 15º, enquanto Felipe Massa também ganhou posições, indo de 12º no grid para 11º.
Com 10 voltas completadas, Hamilton liderava com 5s de vantagem para Rosberg. Verstappen, Perez, Ricciardo, Raikkonen, Sainz, Massa, Hulkenberg e Alonso completavam o top 10.
Na volta 16, Vettel, que estava fora da zona de pontuação, foi o primeiro a apostar e colocar os pneus médios. O ferrarista foi seguido por seu companheiro e outros pilotos na volta seguinte, incluindo Massa, que não vinha bem com os intermediários.
Ainda com os intermediários, Verstappen passou a voar e fez bela ultrapassagem em Rosberg por fora. Foi então que os ponteiros também colocaram pneus de pista seca. Após 20 voltas, Hamilton seguia na frente, seguido por Verstappen, Rosberg, Ricciardo, Perez, Raikkonen, Sainz, Hulkenberg, Massa e Alonso. Os ex-companheiros de Ferrari protagonizaram uma intensa batalha com a pista ainda com trechos molhados. O espanhol acabou escapando e conseguiu voltas, mas perdeu várias posições.
Nas voltas seguintes, vários pilotos seriam surpreendidos na mesma curva em que Alonso escapou, inclusive o líder Hamilton, que ainda assim conseguia se manter à frente. Isso porque Verstappen e Rosberg perdiam tempo lutando pelo segundo posto. Na volta 38, o alemão devolveu a manobra do holandês e retomou o segundo posto, enquanto Massa foi o primeiro a fazer a terceira parada, saindo da zona de pontuação.
Vettel ainda foi punido por uma manobra de ultrapassagem em cima do brasileiro pouco antes de sua parada, mas ainda assim conseguiu permanecer no top 10, formado por Hamilton, Rosberg, Verstappen, Ricciardo, Raikkonen, Perez, Hulkenberg, Sainz, Vettel e Kvyat.
Com a vitória em Silvestone, Hamilton tem a chance de chegar pela primeira vez no ano à liderança do campeonato na próxima etapa, o GP da Hungria, que será disputado em duas semanas.
Fonte: uol.com.br

domingo, 13 de março de 2016

Número de pessoas hoje nos protestos deve definir futuro do governo Dilma

A maioria dos deputados federais goianos é unânime: as manifestações de hoje nas principais cidades devem ser maiores que as últimas realizadas no País e, dessa forma, terão reflexo no Congresso. Os parlamentares dos partidos de oposição ao governo de Dilma Rousseff (PT) são os mais otimistas. Dos sete deputados federais do PSDB, PP e Solidariedade que o Giro entrevistou, todos afirmam que os protestos vão reforçar a abertura do processo de impeachment, tendo a base do governo fragilizada. A entrada do ex-presidente Lula nas articulações em Brasília foi, segundo eles, sintoma claro da fragilidade atual do Palácio do Planalto. Já deputados do PMDB e PTB avaliam que Dilma terá de destinar toda sua energia e foco para impedir o processo de impeachment. O reflexo disso seria o prolongamento da crise econômica, o que trará maior dificuldade política para a petista. Governo e oposição, portanto, apostam suas fichas nos protestos hoje em todo o País. A quantidade de pessoas nas ruas é que deve definir o lado vitorioso.
Fonte: O Popular

domingo, 9 de agosto de 2015

Ministro do STF chama de ‘barbaridade’ proposta-bomba aprovada pela Câmara

O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, tachou de “barbaridade” a Proposta de Emenda Constitucional que vincula os salários dos advogados da União e dos delegados federais e civis a 90,25% dos contracheques dos magistrados do Supremo. Ele disse ao blog que a emenda, aprovada em primeiro turno pela Câmara na madrugada de quinta-feira, fere a Constituição. Por duas razões:
1. “A Constituição Federal, no seu artigo 37, inciso 13, preceitua que é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito da remuneção do pessoal no serviço público. A cláusula é clara, está em bom português. Por isso, essa proposta não frutifica.”
O inciso 13 do artigo 37 da Constituição, mencionado por Marco Aurélio, diz exatamente o seguinte: “É vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público.”
2. “Cabe ao Executivo a iniciatva de projetos visando disciplinar a organização do funcionalismo. E não se pode manietar o presidente da República ou substituí-lo, versando a matéria em emenda constitucional, cujo processo respectivo não passa pelo Executivo.”
Nesse ponto, o que Marco Aurélio afirma, com outras palavras, é o seguinte: cabe ao Poder Executivo, não ao Legislativo, estruturar as carreiras do funcionalismo federal. Ao tratar dos salários de advogados e delegados numa proposta de emenda à Constituição, os parlamentares excluíram Dilma Rousseff do processo. Por quê? Diferentemente do que ocorre com os projetos de lei, sujeitos ao veto da presidente, as emendas constitucionais independem da vontade da chefe do Executivo. Quando aprovadas, as alterações no texto da Constituição são promulgadas pelo presidente do Congresso.
O governo chama a emenda de “bomba fiscal”. Sustenta que ela custaria ao Tesouro R$ 2,4 bilhões por ano. Um advogado da União em início de carreira passaria a ganhar R$ 27,4 mil mensais. A proposta precisa ser apreciada em segundo turno na Câmara. Em seguida, terá de ser submetida ao Senado. Um grupo de senadores já articula a rejeição da emenda.
A essa altura, duvida-se até da real disposição do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de pautar o segundo turno da votação da emenda. Sobrevivendo no Congresso, a matéria será questionada no STF por meio de uma ação direta de inconstitucionalidade. A julgar pela manifestação de Marco Aurélio, não são negligenciáveis as chances de o Supremo desarmar a “bomba”.
Fonte: Josias de Souza 09/08/2015 / UOL

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Temer reconhece que situação é grave e conclama Congresso a unificar o país

Responsável pela articulação política do Palácio do Planalto, o vice-presidente Michel Temer fez uma declaração à imprensa nesta quarta-feira (5), conclamando o Congresso Nacional a unificar o país. Diante do agravamento da crise econômica e política, Temer reconheceu que o cenário atual é "grave", mas, em uma fala emocionada, disse que "é preciso pensar no País acima dos partidos, acima do governo" e que não há como "trabalhar separadamente".
Ao longo do dia, Temer manteve uma série de reuniões para tratar da pauta de votações no Congresso Nacional, em um esforço para desarmar uma série de "bombas fiscais" que, caso sejam aprovadas, provocam efeitos sobre as contas públicas.
Pela manhã, o vice-presidente recebeu líderes da base no Senado no Palácio do Jaburu; depois conversou no Planalto com líderes da base na Câmara; e recebeu, na sequência, os ministros da Fazenda, Joaquim Levy; da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, da Advocacia-Geral da União, Luís Inácio Adams; e da Justiça, José Eduardo Cardozo, em seu gabinete.
"Eu queria fazer uma declaração precisamente em face das várias autoridades do Legislativo e do Executivo que passaram aqui pelo meu gabinete. A declaração que eu quero fazer, na verdade, aos vários setores da sociedade brasileira", iniciou o vice-presidente, destacando que se dirigia particularmente aos partidos políticos e aos "companheiros do Congresso Nacional".
"Na pauta dos valores políticos temos, muitas vezes, a ideia do partido político como valor, do governo como valor e do Brasil como um valor mas nessa pauta de valores, o mais importante é o valor Brasil, o valor País e estamos pleiteando exata e precisamente que todos se dediquem a resolver os problemas do País. Não vamos ignorar que a situação é razoavelmente grave, não tenho dúvidas de que é grave porque há uma crise política se ensaiando, uma crise econômica que está precisando ser ajustada mas, para tanto, é preciso contar com o Congresso Nacional, com os vários setores da nacionalidade brasileira."

Agravamento

Temer disse que a volta do recesso parlamentar vem acompanhada de um agravamento da crise e fez um apelo - com a voz embargada - , em "nome do Brasil, do empresariado, dos trabalhadores".
"É preciso que alguém tenha a capacidade de reunificar, reunir a todos e fazer este apelo e eu estou tomando esta liberdade de fazer este pedido porque, caso contrário, podemos entrar numa crise desagradável para o País. Eu sei que os brasileiros não contam com isso. Os brasileiros querem que o Brasil continue na trilha do desenvolvimento e, por isso que, mais uma vez, reitero que é preciso pensar no País acima dos partidos, acima do governo e acima de toda e qualquer instituição. Se o País for bem, o povo irá bem. É o apelo que eu faço aos brasileiros e às instituições no Congresso Nacional."

Prejuízos

Na avaliação do vice-presidente, é preciso que os Poderes trabalhem junto com "tranquilidade, moderação e harmonia". A fala de Temer ocorre em um momento em que o Palácio do Planalto é alvo de uma nova série de retaliações promovidas pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
"Há uma certa preocupação, não posso negar isso. Daí a razão dessa espécie de convocação no sentido de que todos trabalhemos juntos. Não há como separar, porque a separação envolve prejuízos para o país", destacou.
"Há várias questões que estão sendo levantadas e que preocupam, naturalmente, todos os brasileiros. Temos de ter atuação que repercuta positivamente no exterior. Se não tomarmos cuidado, nossa ação pode repercutir negativamente no exterior", completou.
Questionado por jornalistas sobre quem seria capaz de unificar o país, Temer foi categórico: "O Congresso Nacional." Para o vice-presidente, tanto a pauta de votações da Câmara quanto a do Senado trazem preocupações ao Palácio do Planalto.
Fonte: 
O ESTADÃO                                                                                                                           De Brasília.

Enem 2014 por Escola: Metade dos colégios top 10 tem baixo índice de permanência

Dentre os dez colégios com a melhores médias objetivas no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2014 por Escola, cinco têm baixo índice de permanência. O indicador mostra se o estudante cursou total ou parcialmente o ensino médio no estabelecimento de ensino.
Veja como fica o top 10 sem esse indicador de permanência no final desta matéria eclique neste link para conhecer a lista das melhores escolas, feita com instituições que têm taxa de permanência de 60% ou mais.
"Essa informação é importante para que a sociedade conheça quais são as escolas que realmente ajudam seus alunos a melhorarem, que oferecem educação de qualidade durante todo o ensino médio, e quais são aquelas que, simplesmente, selecionam alguns para cursarem apenas o 3º ano", destacou o presidente do Inep, Chico Soares.
No top 10, o colégio de aplicação Farias Brito, em Fortaleza, o colégio integral Olimpo, em Goiânia, o colégio pré-universitário Christus e o colégio Ari de Sá Cavalcante, também em Fortaleza, e o colégio e curso Ponto de Ensino, no Rio, têm menos de 20% de índice de permanência. 
O indicador de permanência na escola é uma das novidades do Enem 2014 por Escola. As taxas de rendimento (aprovação, reprovação e abandono), levantadas pelo Censo Escolar da Educação Básica e já disponibilizadas no portal do Inep, foram incluídas no sistema de divulgação. Há, ainda, os dois indicadores lançados na edição anterior: o nível socioeconômico (Inse) e a formação docente.
Confira as dez melhores instituições do Enem 2014 por Escola:
1º - OBJETIVO COLÉGIO INTEGRADO (São Paulo/SP)
Média: 742,96
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 43/ Alunos participantes: 42
Índice de permanência: De 60% a 80%
2º - FARIAS BRITO COLÉGIO DE APLICAÇÃO (Fortaleza/CE)
Média: 737,88
Rede: Privada
NSE*: Sem informação
Total de alunos: 45/ Alunos participantes: 44
Índice de permanência: Menos de 20%
3º - COLÉGIO OLIMPO INTEGRAL (Goiânia/GO)
Média: 735,02
Rede: Privada
NSE*: Sem informação
Total de alunos: 40/ Alunos participantes: 36
Índice de permanência: Menos de 20%
4º - CHRISTUS COLÉGIO PRÉ-UNIVERSITÁRIO (Fortaleza/CE)
Média: 731,38
Rede: Privada
NSE*: Sem informação
Total de alunos: 59/ Alunos participantes: 58
Índice de permanência: Menos de 20%
5º - COLÉGIO BERNOULLI - UNIDADE LOURDES (Belo Horizonte/MG)
Média: 730,32
Rede: Privada
NSE*: Sem informação
Total de alunos: 294/ Alunos participantes: 293
Índice de permanência: De 40% a 60%
6º - ARI DE SÁ CAVALCANTE COLÉGIO - MAJOR FACUNDO (Fortaleza/CE)
Média: 725,08
Rede: Privada
NSE*: Alto
Total de alunos: 24/ Alunos participantes: 24
Índice de permanência: Menos de 20%
7º - COLÉGIO E CURSO PONTO DE ENSINO (Rio de Janeiro/RJ)
Média: 720,73
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 23/ Alunos participantes: 19
Índice de permanência: Menos de 20%
8º - COLÉGIO ELITE VALE DO AÇO (Ipatinga/MG)
Média: 719,81
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 46/ Alunos participantes: 46
Índice de permanência: De 40% a 60%
9º - COLEGUIUM (Belo Horizonte/MG)
Média: 719,71
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 18/ Alunos participantes: 18
Índice de permanência: De 60% a 80%
10º - OBJETIVO INTEGRADO DE MOGI DAS CRUZES COLÉGIO (Mogi das Cruzes/SP)
Média: 718,66
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 43/ Alunos participantes: 43
Índice de permanência: 80% ou mais
*A sigla NSE representa o nível socioeconômico dos estudantes. O cálculo desse indicador foi feito a partir das informações fornecidas pelos próprios alunos.
Por Lucas Rodrigues
Do UOL, em São Paulo05/08/2015.